quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Estorninho: Pássaro que vive em bandos chega ao Brasil e gera preocupação, veja vídeo





Uma nova praga com potencial de se espalhar pelo Brasil está deixando especialistas em alerta, por sua característica de predar pequenos animais, destruir lavouras e transmitir doenças. Mas não se trata de um novo inseto ou invertebrado, como no famoso caso das nuvens de gafanhotos. Dessa vez, o vilão é um pássaro: o estorninho.

As aves chegaram ao país pela região Sul, onde já se espalharam por cinco cidades gaúchas, e vem sendo acompanhadas pela engenheira florestal Sílvia Ziller, doutora em conservação ambiental, que investiga a disseminação dessa e de outras espécies exóticas invasoras no país.

Comum na Europa, Ásia e norte da África, o Sturnus vulgaris chegou ao Sul do Brasil pelo Uruguai, que já havia sido invadido por pássaros dessa espécie, migrando da Argentina, onde foram introduzidos em 1980. As aves acabaram se adaptando e se espalharam pelo entorno de Buenos Aires e, depois, para outras regiões, alcançando as fronteiras e invadindo o Uruguai.

A espécie Sturnus vulgaris é considerada uma praga em vários países, como nos EUA, onde já existem cerca de 200 milhões de indivíduos - Reprodução/WikiCommons/C. H. Apperson
A espécie Sturnus vulgaris é considerada uma praga em vários países, como nos EUA, onde já existem cerca de 200 milhões de indivíduosImagem: Reprodução/WikiCommons/C. H. Apperson

Pelo fato de o Uruguai possuir uma fronteira "seca" com o Brasil, o estorninho chegou ao Rio Grande do Sul e já pode ser avistado em pequenos bandos, tanto em áreas rurais quanto urbanas. O primeiro avistamento ocorreu em 2014, em Lavras do Sul. Sete anos depois, a espécie já está presente em pelo menos outras quatro cidades gaúchas: Aceguá, Bagé, Chuí e Santa Vitória do Palmar.

Com 21,5 centímetros de comprimento e pesando de 70 a 100 gramas, esse pássaro escuro, com manchas brancas nas penas e uma plumagem iridescente no peito, nuca e costas, compete com a fauna nativa por alimento e locais para fazer seu ninho. Ele preda invertebrados nativos e provoca danos agrícolas a lavouras e pomares.

Os estorninhos são velhos conhecidos dos agricultores norte-americanos, que até hoje lutam para se livrar deles. Voando em bandos, eles parecem saídos do filme "Os Pássaros'', de Alfred Hitchcock. São aves que se aglomeram em grande número e fazem evoluções de forma sincronizada, como se fossem um corpo só. Apesar de ser uma espécie parente da gralha, pode se comportar como um corvo.

"O estorninho consta na lista das cem piores espécies exóticas invasoras, elaborada anos atrás pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza)", esclarece a engenheira, que é fundadora do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental. É na base nacional de dados desse instituto que podem ser encontrados detalhes sobre sua presença no país.

"Esses animais são altamente adaptáveis, inclusive a ambientes urbanos, onde podem causar danos a estruturas e tornar-se um incômodo para as pessoas. Além disso, são onívoros", afirma Silvia.

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